Ísis Valverde: fala sobre cenas do filme Faroeste Caboclo

Isis, a Maria Lúcia, de "Faroeste Caboclo", filme que estreia nesta quinta (30.05), é a capa da Glamour de junho e fala sobre cenas de sexo, rotina e Dia dos Namorados

 

 

 

Fonte: Revista Glamour On Line

Isis Valverde (Foto: Isabel Garcia)
 
Revista Glamour: Isis, você fez uma cena caliente com o ator Fabrício Boliveira no filme "Faroeste Caboclo", que estreia dia 30 de maio. Qual é, afinal, a real das cenas picantes no cinema e na TV?
Ísis Valverde:
Zero clima, muita técnica. Cena de sexo é como um balé: tem muita técnica e esforço por trás, mas para quem assiste é como se a coisa toda estivesse fluindo natural, organicamente... A bailarina treinou anos, está ali urrando de dor por dentro, mas com sorriso no rosto e semblante sereno. É a mesma coisa em cena. O primeiro passo é você esquecer tudo e todos ao redor. Antes de uma cena forte, também gosto de abraçar a pessoa, para quebrar o gelo, criar um laço que vai possibilitar uma entrega mais real de mim e da pessoa. Mas nem precisei disso com o Fabrício... O conheço há seis anos. E você acredita que nunca tinha feito cena de sexo antes? Foi minha primeira vez. Acho que essa cena exala um tesão... Mas nada ali é gratuito, tem uma malícia envolvida. E malícia é algo divino. 
 
Revista Glamour: E essa coisa de entrar no personagem, chegar em casa e não conseguir desconectar? Acontece mesmo ou é balela?
Ísis Valverde:
É o tipo de coisa que faz as pessoas acharem que se nasce ator, que não é preciso estudar para chegar lá. Que você chega para filmar, entra no personagem e pronto. Eu perdi a conta de quantos cursos de interpretação fiz, de quantos livros de todos os métodos possíveis li – Thécov, Stanislavski... Tem uma definição sobre interpretação que eu amo e com a qual concordo integralmente: interpretar é a arte mais perfeita e minuciosa de mentir. Em cena, eu minto. Da melhor maneira que eu conseguir, mas eu minto.
 
Revista Glamour: Tem alguma cena específica que tenha dado errado, terminado em gargalhada ou algo assim?
Ísis Valverde:
Tem muita! Você está ali num clima quente, tira a blusa e despenca da cama. Ou tem de dizer coisas picantes ao seu parceiro de cena e cai na gargalhada... Acontece direto.
 
Faroeste caboclo (Foto: Divulgação)
Revista Glamour: Você é uma atriz moderna, hiperconectada nas redes sociais. É algo calculado, pensado porque é bom para sua imagem?
Ísis Valverde:
Se tem uma coisa que aprendi nesses anos de carreira é que a autenticidade traz confiança. E no meu trabalho preciso que as pessoas confiem em mim. Dou um pouco da minha vida pessoal aos meus seguidores para mostrar quem sou eu de verdade, senão perco minha identidade, meus personagens me engolem, entende? Também tem o lado de o Twitter, por exemplo, ser uma arma legal para rebater algo inverídico que a imprensa marrom diz de você. Uso Twitter e Instagram porque gosto e porque acho importante, mas não sou prisioneira dessas mídias. 
 
Revista Glamour: Foram seis novelas, duas minisséries e um filme direto, sem férias. Do que mais sente falta quando está gravando loucamente?
Ísis Valverde:
Olha, é complicado. Ator que diz que curte esse ritmo está mentindo. Você termina vivendo muito mais a vida dos personagens que a sua própria. Fica peluda, não faz as unhas, passa mais de dez dias sem conseguir ver o namorado, fica nervosa ao ver no Instagram dos amigos a turma toda se divertindo, indo em festas... E ainda chega em casa exausta e tem de decorar tipo 27 cenas para o dia seguinte.
 
Revista Glamour: Depois da maratona, você ficou 15 dias no México, certo? Conseguiu desligar?
Ísis Valverde
: Médio. Sou hiperativa diagnosticada. É difícil eu curtir não fazer nada, mas me obrigo. Fui com uma amiga, ficamos numa reserva em Tulum. É ótimo porque sinto muita falta de natureza, de pé no chão, água na bica. E lá virei meio selvagem. 
 
Revista Glamour: Você é uma das atrizes mais sexy da sua geração e nem adianta negar. Qual acha que é seu it?
Ísis Valverde:
O povo tá com essa mania agora, de dizer que sou sexy. Não vou ser hipócrita: não sou medonha. Mas sexy? Talvez seja pelo meu jeito mais tímido, desligado e espontâneo. Ninguém acredita, mas sou tímida. Se não precisar falar, não falo. Demora pra eu me sentir à vontade no meio de desconhecidos. Se tiver de levantar num recinto onde estão todos sentados, minha perna fica bamba. E tem essa coisa aérea porque sou de Aquário com ascendente em Libra, Ar com Ar. 
 
Revista Glamour: Tímida? Nossa! A gente acha você tão autoconfiante...
Ísis Valverde:
Hoje sou mais. Amo estudar, aprender coisa nova me alimenta e me deixa mais segura. Faço filosofia e psicanálise com professor particular. Mas na escola achava obsessivamente que as crianças não gostavam de mim. Sou filha única, fui muito mimada, me sentia rejeitada talvez por não ter do mundo a mesma atenção que tinha em casa. Aos 14 anos decidi que só ia me relacionar com quem gostava de mim e passei a editar minhas amizades. São essas coisas todas que tornam a gente única, né? Está tudo no meu baú de memórias.
 
Revista Glamour: E já sabe como vai comemorar o Dia dos Namorados?
Ísis Valverde:
Ainda não, mas adoro surpresa. Antigamente achava que não era romântica, só que descobri que sou. Viu, Tom, fica a dica para você! [Ísis namora o produtor de TV Tom Rezende desde o comecinho de 2011]. Sério, não sei mesmo porque somos aquele tipo de casal que está comendo uma banana, olha um pra cara do outro e diz: “Vamos para Mauá [região serrana do Rio]?”. Pegamos o carro, ligamos do caminho para reservar hotel e saímos de madrugada.
 
Revista Glamour: Qual é o seu perfil de namorada?
Ísis Valverde:
Verdadeira e cúmplice. Sem isso, não existe relação possível.
 
Faroeste caboclo (Foto: Divulgação)
 
Legião Urbana feelings...
A Maria Lúcia do filme Faroeste Caboclo, que estreou dia 30 de maio, conta o que vem à cabeça quando a gente menciona os nomes das principais músicas do grupo

"Pais e Filhos" | São nossa essência. Até hoje sinto falta da minha mãe me mandando tomar banho. Sou filha única, meus pais me mimaram e foram muito afetuosos comigo. Aos 15 quis sair de casa para trabalhar. Eles disseram: “Ah, é? Você vai ter de pagar suas contas, está pronta?”. Eu fui e foi ótimo.
"Que país é esse?" | Respondo com Chico Buarque: Roda Viva.
"Tempo perdido" | Soa clichê, mas é o tempo não vivido.
"Será" | Que tem algo além do que a gente vive aqui e agora?
"Ainda é Cedo" | Para parar. Talvez eu nunca pare.
"Quase sem Querer" | Seguia carreira da minha mãe, que é atriz [a mineira Rosalba Nable]. Fiz peça de teatro com 5 anos! A mãe que eu tenho foi essencial para que eu conquistasse o que conquistei. É uma carreira doída, são muitos nãos, você fica fissurada em não errar. Devo muito a ela.
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